Por ali, entre as árvores, pode ver o pomicultor. Está dirigindo seu trator, com grande pulverizadora, entre as fileiras de árvores. Precisa de bastante equipamento especializado, muito embora seu pomar só tenha uns 5 hectares. Isso é um tanto mais do que a média, embora haja grandes companhias detentoras de até uns 120 hectares ou mais.
Ao passo que talvez ache que essa seria a vida ideal, posso afirmar que o pomicultor se vê às voltas de muitos problemas. Aqui, no Vale Okanagan, da Colúmbia Britânica, há mais de 3.000 pomicultores, que cultivam uns 14.000 hectares, não incluindo aqueles cujo terreno é pequeno demais para se registrar como pomareiro comercial. Ademais, quase todos os outros têm algumas árvores no quintal dos fundos. Para a maioria dos fruticultores, é difícil viver bem disso. O custo do terreno, de maquinaria e da mão-de-obra aumenta rapidamente, ao passo que os preços das frutas que o produtor consegue são quase que os mesmos que há vinte anos atrás.
Além dos preços baixos, outro problema sobre o qual o produtor não tem controle é o tempo. Para enfrentá-lo, tem de usar boa direção e bom senso. Seus pomares precisam ser bastante produtivos nas boas épocas para “atravessar” as tempestades, tanto financeiras como físicas.
Este pomicultor que agora observamos no trabalho, em especial tornou-se bem eficiente por empenhar-se pela melhor qualidade, junto com maior produção. Reduz os custos por empregar maquinaria especializada. Agora, ao invés de pagar mão-de-obra na época, precisa de ajuda extra apenas brevemente, na colheita. O resto pode ser cuidado por ele mesmo e sua família.
Além disso, verificou que, por replantar uma variedade de arbustos, pode obter até umas 25 a 50 toneladas por hectare. Estas novas variedades permitem a redução drástica do intervalo entre as árvores. Alguns até mesmo plantaram árvores anãs em fileiras que parecem como cercas vivas com cerca de 3,30 metros uma da outra. Um dos problemas encontrados quando as árvores ficam muito pequenas, contudo, é que a geada de fins da primavera pode matar os brotos de frutas, que, em virtude da árvore menor, estão muito mais perto do solo.
Talvez tenha imaginado, como eu fiz certa vez, que uma árvore maior tivesse muito mais maçãs. Mas, o pomicultor diz que não é assim. Adicionalmente, a melhor fruta está por fora da árvore, onde o sol a banha. A árvore menor tem menos área interior desperdiçada. Ademais, é muito mais fácil colher seus frutos. Em certos casos, não se precisa de escada alguma.
Junto com as árvores menores, os fruticultores se voltam para novas variedades que produzem cor mais rica. Estas têm maiores preços. Os fruticultores sabem que a dona de casa aprecia fornecer à família frutas que tenham boa aparência, bem como bom sabor. Assim, desenvolveram-se variedades que reluzem razoavelmente com a profundidade de cores. Mais de cinqüenta variedades da Vermelha Deliciosa, por exemplo, se acham disponíveis. Outrossim, é muito pouco em comparação com cerca de dez mil diferentes variedades de maçãs que são cultivadas através do mundo.
sábado, 31 de julho de 2010
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